domingo, 8 de fevereiro de 2009

Who do you think you are?

“We don’t
see things
as they are,
we see
things as
we are.”



(Attributed to Anais Nin, French-born American writer,
1903-1977.)



I thank Businessballs for this courtesy.

Liderança exige equilíbrio, emoção e consciência

A capacidade do ser humano de se relacionar com seus semelhantes sempre foi e continuará sendo alvo de muitos estudos. Essa realidade casa como uma luva com o cotidiano das organizações, afinal as empresas são formadas em toda sua essência por pessoas e cada uma dessas, por sua vez, possui as mais diversas vivências, sendo detentoras de opiniões individuais, muitas vezes, enraizadas no inconsciente. Diante disso, surge uma pergunta sempre polêmica no meio organizacional: quem está apto para liderar mentes capazes de pensar por si próprias?


Ao contrário do que se concebia há mais de 20 anos, o líder não possui apenas responsabilidade de delegar ordens, de fiscalizar o que está ou não sendo feito. Hoje, o líder assume um papel totalmente diferenciado e passou a ser visto como alguém capaz de fazer com que os membros da sua equipe o sigam, na busca da conquista de objetivos convergentes. “Se alguém é capaz de inspirar, influenciar os outros para alcançar resultados, este alguém é líder”, afirma o consultor Robson Santarém, que lançou recentemente o livro “(Auto)liderança – Uma Jornada Espiritual”, Editora Senac Rio.

Em entrevista concedia ao RH.com.br, Santarém abre um leque e traz à tona questões fundamentais como: errar também é algo permitido a quem é conduz uma equipe? Que competências comportamentais fazem parte do dia-a-dia de um bom líder? A entrevista também foi uma ótima oportunidade para Robson Santarém falar sobre seu mais novo livro e explicar porque ele tomou como base os conceitos desenvolvidos pelo psiquiatra suíço, Carl Gustav Jung, e os ensinamentos da trajetória de Francisco de Assis.

Robson Santarém será um dos palestrantes do 2º ConviRH - Congresso Virtual de Recursos Humanos, promovido pelo RH.com.br, que acontecerá no período de 15 a 30 de maio próximo. Na oportunidade, Santarém irá proferir a palestra “Por que espiritualidade no trabalho?”. Confira a entrevista na íntegra e aproveite o conteúdo dessa publicação.

RH.COM.BR - É comum encontramos executivos que não conseguem conciliar a carreira com a vida pessoal, em decorrência das responsabilidades assumidas no meio organizacional. Que reflexos isso traz para essas pessoas?
Robson Santarém - Penso que esta não conciliação entre carreira e vida pessoal não decorre das responsabilidades assumidas no meio organizacional, mas da visão ou do paradigma equivocado que fez com que muitos ainda acreditem que se deve separar a vida pessoal da vida profissional. Em função dessa esquizofrenia muitos acreditaram ou acreditam que é possível investir no sucesso profissional, ganhar dinheiro, buscar o status e as benesses que a posição oferece e deixar de lado a vida pessoal, referindo-se às relações de amizade e familiares principalmente, Em nome do sucesso abre-se mão da felicidade. Do mesmo modo alguns acreditam que é possível trabalhar em uma área ou uma organização que não proporciona realização e felicidade, mas que em algum momento da vida - final de semana ou quem sabe na aposentadoria - vai desfrutar, então, da vida.

RH - Então, não dá para separar o lado pessoal e profissional?
Robson Santarém - Conheci uma pessoa que contava os dias, meses e anos para começar a ser feliz, referindo-se ao tempo que faltava para se aposentar. Entendo que vida é vida, não se divide. Se o mercado de trabalho de algum modo pode provocar ou fazer essas exigências, cada um deve fazer uma escolha consciente sobre o que quer para si e, se decidir pela felicidade não medir esforços para isso. Mas se tem consciência que não está nesse caminho e ainda assim prosseguir nesta jornada, deverá também assumir as conseqüências da própria escolha. Somos indivíduos - o que significa que não pode ser dividido - no entanto, ao adotarmos este modelo esquizofrênico, desenvolvemos patologias, sofremos e fazemos os outros sofrerem. É preciso, então, resgatar com urgência o sentido da inteireza humana, para que se possa viver a vida de maneira mais plena possível.

RH - Se os gestores não encontram esse ponto de equilíbrio desejado e que garanta a qualidade de vida, que conseqüências surgem para o clima organizacional?
Robson Santarém - Pessoas felizes, realizadas, irradiam felicidade, criam ambiente que proporciona bem-estar para todos e trabalharão para que as pessoas com quem convivam também sejam felizes, se desenvolvam e se realizem como pessoas, o que inclui a dimensão profissional. O contrário também é verdadeiro, isto é, pessoas infelizes, que não vêem sentido no que fazem - e muitas vezes na própria vida, estão em desequilíbrio interior, provocarão também desequilíbrio exterior. Não raro nos deparamos com pessoas desmotivadas, ambiente de trabalho pesado, clima ruim, assédio moral, produtividade baixa, clientes mal atendidos, entre outros fatores, porque quando o gestor que não está bem consigo mesmo acaba transferindo toda essa energia negativa para o ambiente onde ele está.

RH - O Sr. defende que deve existir um equilíbrio entre razão e emoção na atuação diária dos gestores. Isso realmente é possível?
Robson Santarém - Mas é claro que não só é possível como é uma exigência da própria vida. Nos últimos séculos o paradigma que nós adotamos fragmentou tudo e separou razão de emoção, matéria de espírito, e este esquartejamento humano trouxe graves conseqüências para as pessoas, as organizações, a sociedade e o planeta, enfim. Ao dividir tudo, perdemos o sentido do todo e também a nossa identidade. O que é a vida afinal? Quem somos nós? Todo ser humano é chamado a viver a vida plenamente em todas as suas dimensões: física, mental, emocional e espiritual, e viver de maneira equilibrada. Este é um processo evolutivo que cada um de nós é chamado a viver. Não há dúvidas acerca da possibilidade de realizarmos este equilíbrio. Existem muitos homens e mulheres que são exemplos de seres humanos que deram certo como gente. Existem executivos brilhantes, que geram lucratividade e produtividade altas para as suas empresas porque sabem criar um espaço onde as pessoas orgulham-se de trabalhar e sentem que neste ambiente elas não só se realizam, mas contribuem para que a organização e a sociedade sejam melhores.

RH - Afinal, qual é a real missão do líder?
Robson Santarém - Todos conhecemos uma premissa: para ser líder é preciso que haja liderados, ou seja, pessoas que sigam esse líder. Se alguém é capaz de inspirar, influenciar os outros para alcançar resultados, este alguém é líder. A questão passa pelo como inspirar, influenciar e obter resultados com as pessoas. Eu acredito que essa missão concretiza-se à medida que o líder consegue fazer com que os seus seguidores tornem-se outros líderes, ajudando-os a tomarem consciência dos seus valores, de suas potencialidades, de suas competências e a colocá-las em prática em prol do bem comum. Neste sentido, ele deve ser um educador. Todo líder necessariamente deve ser um educador.

RH - A missão que o Sr. acabou de descrever tem sido colocada em prática pelas organizações ou está longe de ser uma realidade?
Robson Santarém - Acredito que sim. Não obstante os problemas que ainda persistem nas organizações. Hoje existem bons exemplos de liderança em várias organizações em todos os setores da economia. São homens e mulheres que têm uma base sólida de valores, que gostam do que fazem, que sabem cativar e influenciar pessoas pela força do caráter e não pela força do chicote. Se pesquisarmos, por exemplo, as empresas consideradas as melhores para se trabalhar, encontraremos líderes que estão construindo este ambiente e que, por sua vez, fazem com que a produtividade e a lucratividade aumentem porque pessoas felizes produzem mais, atendem melhor, negociam melhor.

RH - Atualmente, o que dificulta os líderes a exercerem seus papéis em um mundo cada vez mais globalizado?
Robson Santarém - No meu primeiro livro - "Precisa-se (de) Ser Humano - Valores na Formação Profissional", analisei como os contras-valores presentes no mundo capitalista têm nos desviado de nossa essência. O estímulo contínuo e cada vez maior à competição, ao individualismo, ao consumismo aliado ao paradigma analítico - mecanicista - cartesiano, tem corroído o caráter e levado homens e mulheres a abandonarem - muitas vezes de forma inconsciente - os valores de justiça, de solidariedade, de fraternidade, ética, enfim, os valores considerados humanos e universais - para vencerem a qualquer preço. E vencer na vida adquiriu o sentido de acumulação de bens e capital, não importando se não é feliz, se a família não é unida, se não tem amigos. Esquecemos que a relação é melhor quando se ganha juntos. A relação ganha-perde da competição é nociva e destrutiva das relações humanas e muitas vezes se torna perversa. Há uma frase de Lao Tse, que viveu 500 anos antes de Cristo, na China, que me é inspiradora. Ele diz "Aquele que vence os outros é forte, porém que vence a si mesmo é todo-poderoso". O sistema em que estamos inseridos nos incentiva muito mais a vencermos os outros que vencermos a nós mesmos, a superarmos as nossas deficiências, fragilidades e nos tornarmos, a cada dia, melhores como seres humanos, como profissionais, líderes.

RH - O líder deve ser sempre um exemplo para seus liderados?
Robson Santarém - Acho que não existe outra maneira, existe? Não podemos mais aceitar o "manda quem pode, obedece quem tem juízo". Assim como educamos os filhos pelo exemplo, mais que por palavras. Assim como os professores devem dar bons exemplos se pretendem ser educadores, o líder só inspira, só influencia pelo exemplo que dá.

RH - Quando o gestor comete um erro, isso fere a sua imagem diante da equipe?
Robson Santarém - Claro que não. Ele é um ser humano e terá tanto mais autoridade junto a sua equipe quanto se apresentar como humano, reconhecendo os erros, pensando juntos, desenvolvendo um modelo de gestão participativa, porque ele exerce a sua liderança com autoridade que é diferente do poder que se esconde atrás de máscaras, não admitindo erros e, muitas vezes, tornando-se autoritário e tirano. O poder do líder está na força do seu caráter, dos seus valores. Isto é autoridade.

RH - Que conselhos o Sr. daria a um gestor que sente a necessidade de mudar sua postura para gerir pessoas?
Robson Santarém - Se já sente a necessidade de mudar de postura, já deu um grande passo, porque é sinal que tomou consciência de muita coisa na vida. Acho que não é propriamente dar conselhos, mas apenas dizer: amigo, amiga, companheiros da jornada da vida, vamos nos abrir à possibilidade de nos tornarmos melhores como pessoas, vamos juntos - porque estamos todos juntos aqui fazendo uma mesma jornada de esperança, de conquistas, de luta, de superações. Vamos juntos nos esforçar com afinco, com disciplina, com destemor nesta busca de felicidade, de realização, não só para nós, mas para todos. Vamos nos conhecer mais e melhor! Vamos nos colocar a serviço dos outros. Vamos nos colocar a serviço da vida, do planeta. Quem sabe assim, poderemos dizer um dia que valeu a pena viver.

RH - Recentemente, o Sr. lançou o livro "(Auto)Liderança, Uma Jornada espiritual" baseando-se nos conceitos desenvolvidos por Carl G. Jung e nos ensinamentos da trajetória de Francisco de Assis. O que esses dois ícones possuem em comum, em relação ao tema liderança?
Robson Santarém - Parti do seguinte pressuposto: se liderar significa inspirar pelo exemplo do caráter, dos valores, o líder precisa ser antes de tudo um ser humano equilibrado, consciente de si mesmo. Digo que um excelente líder deve ser primeiro um excelente ser humano. Para se chegar a esse ponto é preciso, então, saber liderar a si mesmo antes de pretender liderar outras pessoas. Liderar a si mesmo requer autoconhecimento, controle emocional, consciência do sentido da vida, do propósito de estar no mundo, dos valores que dão sustentação para as ações, enfim, de percorrer um caminho ao qual Jung denominou processo de individuação. Isto significa a capacidade do individuo tornar-se si mesmo e não se deixar levar pelas convenções coletivas, pelos padrões sociais que o desviam da sua singularidade, mas desenvolver a sua própria história, fazer o seu próprio caminho. É um processo evolutivo no qual o individuo vai expandindo a consciência e desenvolvendo a sua personalidade de maneira íntegra e singular. Em minhas reflexões procurei identificar um exemplo de pessoa que tenha vivido este processo evolutivo - segundo o modelo junguiano - e seja reconhecido como líder. Francisco é uma pessoa que "deu certo" como ser humano, como gente. Todo o Mundo reconhece isso. Em 2000 ele foi eleito como o homem do milênio. E foi um grande líder. Ainda vivo, há cerca de 800 anos, calcula-se que na Europa havia em torno de 20 mil seguidores. Ele passava credibilidade e liderava pelo exemplo.

RH - Os ensinamentos de Jung e o legado de Francisco de Assis complementam-se?
Robson Santarém - Jung em sua vastíssima obra, fruto de décadas de estudo e pesquisa sobre a natureza humana, contribui para que o indivíduo conheça-se melhor. Apenas para citar resumidamente, seus estudos demonstram a importância da expansão da consciência, de mergulhar não só no inconsciente pessoal, como no inconsciente coletivo e identificar os padrões de comportamento - arquétipos - que carregamos em nós e precisam ser analisados para que vivamos mais plenamente a nossa essência. Assim ele identificou a Persona - a máscara que usamos e que precisamos nos desvestir para reconhecermos quem somos de verdade, a Sombra, referindo-se aos conteúdos psíquico-emocionais reprimidos e que tantas vezes projetamos sobre os outros, causando problemas para nós e nossos relacionamentos; a Anima relacionada à força do feminino que todos carregamos: a ternura, o cuidado, a sensibilidade, a intuição, valores tão importantes para o nosso pleno desenvolvimento e realização - principalmente para os líderes; o arquétipo da Sabedoria que nos vincula à dimensão espiritual, entre outros.

RH - E o qual a relação entre Jung e Francisco de Assis?
Robson Santarém - O que percebi é que Francisco de Assis viveu este processo de individuação, reconhecendo estas etapas em sua jornada humana até um clímax de reconhecimento pela instituição eclesiástica da sua perfeição humana, mas muito antes disso houve um reconhecimento de milhares de pessoas que viram nele um líder - um ser humano que os inspirava a viver uma vida melhor. Ele nos ajuda a nos desnudar de nossas máscaras, a reconhecer a nossa própria lepra, nossos defeitos, nossa Sombra, e não a do outro - um grande momento de sua vida foi vencer a aversão que tinha - como todos de sua época - aos leprosos e beijar um deles, a cuidar dos seus seguidores de maneira fraterna, de buscar o equilíbrio com a natureza, enfim sua vida ainda é um exemplo de ser humano e liderança.


Fonte:Portal Educação, por Patrícia Bispo.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008


mensagens - Recados Para Orkut

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Natal



Natal, época na qual uns se alegram, outros choram, outros não gostam muito dessa data, outros gostam. Porém, uma data muito importante para muitos. Eu gosto dessa data! As pessoas abrem o coração para coisas novas, para o perdão e ser perdoado, presentes...
Tempo de confraternização, de reunir a família e agradecer a Deus por tudo. Nesse ambiente que nos remete a um tempo de "paz", de amor, aproveite para perdoar e ser perdoado, para amar e ser amado, para agradecer, para falar o que sente, para sorrir, para agradecer a Deus, entre tantas coisas. Enfim, Feliz natal para todos!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Tempo para refletir

Só mais 5 minutos ...



No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem.



Ela disse:
- Aquele ali é meu filho, o de suéter vermelho deslizando no escorregador.
- Um bonito garoto - respondeu o homem.

E completou: - Aquela de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.

Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.

- Melissa, o que você acha de irmos?
- Mais cinco minutos, pai.

Por favor.

Só mais cinco minutos!

O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração.

Os minutos se passaram,

o pai levantou-se e novamente

chamou sua filha:

- Hora de irmos, agora?

Mas, outra vez Melissa pediu:

- Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos!

O homem sorriu e disse:

- Está certo!
- O senhor é certamente um pai muito paciente - comentou a mulher ao seu lado.

O homem sorriu e disse:

- O irmão mais velho de Melissa foi morto no ano passado

por um motorista bêbado,

quando montava sua bicicleta perto daqui.

Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora

eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele.

Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa.

Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta.

Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-la brincar...

Em tudo na vida estabelecemos prioridades.



Quais são as suas?



Lembre-se:



Nem tudo o que é importante é prioritário,

e nem tudo o que é necessário é indispensável!!



Dê, hoje,

a alguém que você ama mais cinco minutos de seu tempo.


Eu parei 5 minutos para

escrever esta mensagem.

E você, pode perder 5 minutos

para passá-la adiante?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Tempo


Uma leitora, a Nana Shara, mandou um e-mail com um crônica interessante sobre o tempo, segue o post:

Tic-Tac, tic-Tac. O tempo passa, o tempo voa … Voa como o vento que está em todos os lugares ao mesmo tempo. Sinto que as nossas vidas são assim: temos que sempre nos desdobrar em duas ou três pessoas, para fazer alguma atividade, sempre correndo, sempre apressados. Não conseguimos curtir o momento, parar, como ao ouvir o silêncio. Curtimos tudo muito rápido, almoçamos rápido, não temos tempo de ler um livro, apenas folheamos suas páginas e lemos a sua síntese. Não temos tempo de curtir os amigos, os deixamos de lado e a amizade vira apenas pó que vai se esvairando aos poucos … Não temos tempo nem para um banho de sol, privilégio que até presos tem … Falta hora, minuto e segundo … Falta momento … Falta atitude … Trocamos de emprego toda a hora e perdemos as férias, o descanso merecido e necessário, que o corpo precisa. Já não queremos nem ter filhos, dá trabalho, toma tempo … E queremos aprender tudo ao mesmo Tempo. Tempo.

Fonte: http://www.reflexodeumavida.blogspot.com

domingo, 30 de novembro de 2008

Defeito incorrigível da mulher

Uma parábola ilustrando muito de nós mulheres. Leia e deixe que ela fale ao seu coração.


Quando Deus fez a mulher, já estava nas horas extras de seu sexto dia de trabalho.
Um anjo apareceu e Lhe disse: “Por que gastas tanto tempo com esta?"

E o Senhor respondeu: “Você viu minha “Folha de Especificações” para ela?"
“Deve ser completamente lavável, porém não ser de plástico, ter mais de 200 partes móveis, todas arredondadas e macias e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa e sobras, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho raspado até um coração ferido e fazer tudo isso com somente duas mãos."
O anjo se maravilhou com os requisitos.

“Somente duas mãos....Impossível!

E este é somente o modelo Standard?

É muito trabalho para um só dia...
Espere até amanhã para terminá-la, Senhor.”
“ Não o farei, protestou o Senhor. Estou muito perto de terminar esta criação, que é a favorita de Meu próprio coração.

Ela já se cura sozinha, quando está doente e pode trabalhar 18 horas por dia.”

O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.
“Porém a fizeste tão suave, Senhor!”
“É suave", disse Deus, “porém a fiz também forte. Não tens ideia do que pode aguentar ou conseguir.”

"Será capaz de pensar?" perguntou o anjo.

Deus respondeu:
“Não somente será capaz de pensar , mas também de raciocinar e negociar"

Então, notando algo, o anjo estendeu a mão e tocou a pálpebra da mulher....
"Senhor, parece que este modelo tem um vazamento...
Eu Te disse que estavas colocando muitas coisas nela"
“Isso não é nenhum vazamento... É uma lágrima“,
corrigiu-o o Senhor.
"Para que serve a lágrima?" perguntou o anjo.
E Deus disse:
“As lágrimas são sua maneira de expressar sua sorte, suas penas, seu desengano, seu amor, sua solidão, seu sofrimento e seu orgulho."
Isto impressionou muito ao anjo
“És um gênio, Senhor.
Pensaste em tudo. A mulher é verdadeiramente maravilhosa"
Sim, ela é!
A mulher tem forças que maravilham os homens.
Aguentam dificuldades, carregam grandes cargas físicas e emocionais, porém, têm amor e sorte.
Sorriem, quando querem gritar.
Cantam, quando querem chorar.
Choram, quando estão felizes e riem, quando estão nervosas.
Lutam pelo que acreditam.
Enfrentam a injustiça.
Não aceitam "não" como resposta, quando
elas acreditam que haja uma solução melhor.
Se privam, para que sua família possa ter algo.
Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir.
Amam incondicionalmente.
Choram quando seus filhos triunfam e se alegram
quando suas amizades conseguem prêmios.
São felizes, quando ouvem falar de um nascimento ou casamento.
Seu coração se despedaça, quando morre uma amiga.
Sofrem com a perda de um ser querido, mas são ainda mais fortes quando pensam que já não há mais forças.
Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração ferido.
Porém, há um defeito
incorrigível na mulher:
“É que ela se esquece o quanto vale.”



Pense nisso! Nesse momento você não tem se deixado de lado em detrimento de outros?